Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural


Linguagens

Exposição

Descrição curta

A exposição itinerante Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural conta com 18 obras nacionais representativas de videoarte que perpassam os últimos 40 anos do gênero no Brasil.

Classificação Etária: Livre

Museu da Cultura Cearense - MCC

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terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30)

Preço: Gratuito

Endereço: Rua Dragão do Mar , 81 , Praia de Iracema, 60060-390, FORTALEZA, CE

Descrição

De 23 de junho a 28 de agosto, o Itaú Cultural e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura exibem a exposição itinerante Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural, com 18 obras nacionais representativas de videoarte que perpassam os últimos 40 anos do gênero no Brasil. Com curadoria de Roberto Moreira S. Cruz, os trabalhos compõem um recorte deste acervo do instituto e trazem a Fortaleza cinco obras recém adquiridas: a video-performance inédita Ordinário, realizado em 2013, por Berna Reale, mais dois trabalhos de Paulo Bruscky, um de Paulo França e mais um de Letícia Parente.

Esta obra de Berna representa um marco em sua carreira, pois foi uma das que apresentou na 56ª Bienal de Veneza, cuja participação a projetou como uma das maiores artistas do Brasil na atualidade. Além de Ordinário, o Centro Dragão do Mar recebe com exclusividade nesta itinerância, outras quatro aquisições recentes do Itaú Cultural: Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) de 1979 e Xeroperformance (xerofilme), de 1980 realizadas por Paulo Bruscky; After a deep sleep (Getting Out), de 1985, com autoria de Rafael França e Marca Registrada, de 1975, assinada por Letícia Ramos.

Antes de Fortaleza, Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural passou por Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Recife (PE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e no próprio instituto em São Paulo. Para cada uma destas cidades, o curador Roberto Cruz preparou um recorte diferente e o Ceará é a primeira itinerância fora de São Paulo a receber as novas obras da coleção.

A exposição

Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural ocupa os dois principais salões do o Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, os pisos superior e inferior. No primeiro, há produções que resgatam a importância da produção pioneira de audiovisual, trazendo à tona a força inventiva de filmes e vídeos históricos do acervo. Neste espaço estão trabalhos das décadas de 1970 e 1980, em VHS, Super 8, 16 mm e portapack, recuperados e remasterizados, de Nelson Leirner, Letícia Parente, Regina Silveira, Rubens Gerchman e Anna Bella Geiger. “Os próprios autores haviam esquecido de grande parte desse material, como Homenagem a Steinberg – Variações sobre um tema de Steinberg: As Máscaras Nº 1, de Leirner, que estava perdida em sua casa, e fizemos o restauro e a remasterizacão”, conta Roberto Cruz.

Conforme explica o curador, essa foi uma fase difícil para os artistas por não existir um mercado que pudesse dar visibilidade a este tipo de produção, em primeiro lugar. Também porque o cenário cultural brasileiro estava fortemente submetido à censura imposta pelo regime militar. “Os filmes e vídeos mais originais e inventivos, realizados neste contexto, permaneceram durante muito tempo desconhecidos do público e praticamente abandonados nas gavetas dos estúdios e ateliês dos próprios artistas.” A década de 1970 foi determinante para a produção audiovisual no Brasil e no mundo. Foi a partir deste período que, pela primeira vez, a arte contemporânea se aproximou do campo do cinema e do vídeo e assim, artistas visuais passaram a transitar por estas áreas com obras experimentais.

Ainda no piso superior, a exposição segue com obras mais atuais, como Planeta Fóssil, que é uma projeção de 2009, de Thiago Rocha Pitta, além das duas obras recém-adquiridas para a coleção de autoria de Paulo Bruscky, Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) e Xeroperformance (Xerofilme).

A segunda parte da mostra, instalada em todo o piso inferior joga o foco em obras contemporâneas realizadas a partir de 1990 até os dias atuais por uma nova geração de artistas. Esses trabalham com o audiovisual, têm inserção no mercado e o usam como suporte para criar sons, imagens e linguagens muito particulares.

“Nesse caso, selecionamos os trabalhos com base na sua representação antológica e na forte questão mercadológica que representam atualmente”, conta o curador. Nesta categoria e por apresentarem modos originais de trabalhar a imagem em movimento, destacam-se criações de Eder Santos, Cao Guimarães, Brígida Baltar, Thiago Rocha Pitta, Rivane Neuenschwander, Gisela Motta e Leandro Lima, Sara Ramo, Luiz Roque, além dos trabalhos novos de Berna Reale e de Rafael França.

Roberto Cruz é consultor da Coleção de Filmes e Vídeos do Itaú Cultural e assinou a curadoria de Cinema Sim: narrativas e projeções (Itaú Cultural, 2008); Fluxus 2011 (Oi Futuro - BH); Fluxus Black and White (Oi Futuro - BH, 2012) Coleção Itaú Cultural de Filmes e Vídeos (em São Paulo e itinerâncias).

Coleção
A Coleção Itaú Cultural de Filmes e Vídeos de Artistas começou a ser formada em maio de 2011, com o seminário Filme, Vídeos e Arte: Compartilhando Experiências. O encontro aconteceu no Itaú Cultural e representantes de centros culturais e galerias, colecionadores e especialistas debateram sobre melhores práticas voltadas para constituição de acervos e das metodologias de conservação e difusão de obras de arte audiovisuais. A partir disto, o instituto passou a organizar o acervo consciente da importância dessa produção pioneira no país, e, fundamentalmente, de sua conservação, valorização, preservação e difusão. A iniciativa é inédita no Brasil onde não se tem notícia de outras instituições culturais que possuam esse tipo de coleção, que traz ao observador a força inventiva destas imagens. Atualmente, o acervo de videoarte do instituto possui 20 obras:

1. Partida (2005), de Alberto Bittar
2. Passagens #I, (1974), de Anna Bella Geiger
3. Ordinário (2013), de Berna Reale
4. Coletas, (1998 /2005), de Brígida Baltar
5. El Pintor Tira el Cine a la Basura (2008), de Cao Guimarães
6. Memória – Cristaleira (2001), de Eder Santos
7. Cinema (2009), de Eder Santos
8. Amoahiki – Árvores do Canto Xamânico (2010), de Gisela Motta e Leandro Lima
9. Marca Registrada (1975), de Letícia Parente
10. Mar (2008), de Letícia Ramos
11. Projeção 0 e 1 (2012), de Luiz Roque
12. Homenagem a Steinberg – Variações Sobre um Tema de Steinberg: As Máscaras Nº 1 (1975), de Nelson Leirner
13. Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) (1979), de Paulo Bruscky
14. Xeroperformance (xerofilme), (1980), de Paulo Bruscky
15. After a deep sleep (getting out), (1985), de Rafael França
16. A arte de Desenhar (1980), de Regina Silveira
17. Sunday (2010), de Rivane Neuenschwander e Sergio Neuenschwander
18. Triunfo Hermético (1972), de Rubens Gerchman
19. Translado (2008), de Sara Ramo
20. Planeta Fóssil (2009), de Thiago Rocha Pitta

Publicado por

Instituto Dragão do Mar

O Instituto Dragão do Mar é a primeira Organização Social (OS) criada no Brasil na área da Cultura. Atualmente é responsável por gerenciar 16 espaços públicos do Governo do Ceará, em parceria com as secretarias estaduais da Cultura, do Esporte e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Instituições como Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Escola Porto Iracema das Artes, Casa de Saberes Cego Aderaldo, Complexo Ambiental Caminhos do Horto e mais. Desenvolvemos programas e projetos estratégicos de cidadania cultural, circulação artística e proteção social.

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